E ele novamente Chegou

E o ano se termina sem o fim do mundo que todos esperavam. Nenhum meteoro caiu na terra, nenhum apocalipse zumbi erradicou quase toda a raça humana, nenhuma catastrofe acabou com nosso mundo físico. É, nada disso aconteceu… Mas nosso mundo acabou. E outro se constrói agora.
Independente da sua capacidade de aceitar uma mudança, você mudou. Nem que seja o corte de cabelo… Nem que seja a cor da unha… Algo está diferente em você, queira você ou não.
Mais experiências, mais vitórias, mais derrotas. Mais sorrisos, mais lágrimas. Mais amores, mais desamores, mais paixões. Sim, tudo começa novamente.
Uma nova era emerge no horizonte anunciando mais mudanças em nós e no mundo. Nunca saberemos quão preparados estaremos. O importante é estar. É estarmos presentes em nossas próprias vidas. É sairmos do casulo… E olharmos mais para dentro. Conhecer mais a si mesmo e finalmente desvendar nossos próprios corações.
Se a promessa de 2012 era o fim do mundo que conheciamos, 2013 vem com a promessa de reconstrução. É hora de montar novos alicerces. É hora de construirmos um Novo Mundo. Nosso novo mundo.

Foi um novo amanhecer que me fez fechar meu ontem. Um novo raio de luz que anunciava um novo dia. Um sinal. Simples o bastante para ser despercebido por meses, mas não hoje. Todo dia é ano novo. Todo ano é um novo dia. É o nascer e renascer sem perder a essencia.

É um dia que virou noite. E uma noite que virou dia. É mais uma transformação. É o tempo que deixou de existir.

Feliz 2013. Feliz.

Comigo Mesmo

Ao som de um rock que eu desconheço, observo os copos vazios de cerveja e a garrafa vazia que está sendo retirada pelo garçom agora mesmo.
O ventilador no teto me refresca, mas não é o bastante.
Há uma forma de forno de porcelana com batata frita fria. Como quieto, hipnotizado pelas batidas do que mais me soa blues a que rock.
Estou sozinho, mas me sinto pior que isto.
Tomo minha vodka com limão e balanço no ritmo frenético da guitarra. O som é tão alto que mal consigo me ouvir, mas já não me importa.
Me despeço de quem deixa a mesa e ali fico, a sós comigo mesmo.
Me despeço de todos. Me despeço de mim mesmo. E sei, pelo gosto do alcool que ainda está na minha boca, que esta noite será, sem dúvidas, mais longa do que devia.
Um Sol, um dó… Um Mi.

É o som da minha noite.
É o som que reflete a mim.
É meu som.
Só eu e nada mais.

O Entardecer

O entardecer. O inicio da noite. O começo de um período dominado pela escuridão. Um tempo em que temos que deixar de lado nossa visão e dar lugar aos outros sentidos.
Não importa quão longo foi o Dia, a Noite sempre chega.
E quando ela vem, temos na mão apenas uma vela. Nossa única real garantia é que uma hora o céu irá clarear.
Até lá, qualquer coisa pode acontecer… Nossa vela pode se apagar e nos deixar em pleno breu. Podemos tomar o dobro de tempo para vermos o amanhecer. Podemos simplesmente esquecer dele, já que nunca sabemos quanto tempo o escuro vai durar… Porque para a escuridão se dissipar, é necessário que estejamos prontos para a luz novamente. E isto só depende de nós.

Nossa vida é atemporal. Qualquer medida de tempo não passa de um controle criado pelo homem. Então me diz… Que é um minuto? E uma hora? Qual é o real valor deles em nossas vidas?

Tempo. Cedo. Tarde. Claro. Escuro. Antônimos… Opostos se interligando e anulando uns aos outros. Um só objetivo: Equilíbrio.

Tudo que aparece em nosso caminho é um desafio. E não importa quão preparados julgamos estar. A verdade é que nunca estamos.

Mas não importa quanto vai tardar até o céu clarear. Nem se a vela de nossas mãos apagou. Algo em nós sempre vai brilhar…
Porque a chama do coração. Ah, esta nunca se apaga.

O horizonte Branco

Mente vazia. Pensamento distante. Olho por detrás do horizonte, mas não enxergo nada além de uma linha reta, branca, sem conteúdo.
O tempo corre e não tenho muito espaço para me mover. Sou sufocado pela incerteza do amanhã e desfaleço, imóvel, no chão. Algo quente se espalha sobre meu corpo, como um manto de lã. Sinto mãos calorosas passando os dedos em meu cabelo. Não consigo abrir os olhos, mas sei que estou seguro de alguma forma. Eu preciso reagir, mas meu corpo se recusa a se mover. Sinto uma forte sonolência e, pouco depois disso, estou afundando para dentro do solo, caindo em queda livre.
Quando abro os olhos, ainda estou no chão. Entretanto, desta vez meu corpo obedece meus comandos. Levanto-me com firmeza e me espreguiço. Ainda não vejo o que há além do horizonte, mas vejo diversos caminhos a serem seguidos. Muitas possibilidades, apesar de um curto espaço de tempo para que eu possa decidir o que fazer.

Enquanto caminho rumo a algum lugar que ainda desconheço, sinto um calor no peito. Eu precisava mais uma vez acreditar em mim. E mais uma vez esquecer quaisquer obstáculos criados por mim, por quem estiver ao meu redor, ou mesmo pelo ambiente em que me encontre.

Totalmente desarmado, munido apenas de coragem, adentro mais uma vez o desconhecido. As mãos suam, minha testa está encharcada. Sinto meus ossos tremerem. Ouço um ruído e sorrio. Vejo ali meu destino. É alí, a poucos passos de mim, que minha nova jornada deve começar.

Passo-a-passo. Cada dia mais perto. Só é preciso caminhar.

O ponto de Equilíbrio

Cada amanhecer é diferente. Sua beleza sempre muda de acordo com a forma que você o observa.
Não é apenas um clarecer. É a garantia de que a luz sobrepôs a escuridão outra vez.
O Sol fura a terra e desliza sob o céu. Seu tempo de reinado é cronometrado, mas sabemos que em um curto tempo ele voltará a aparecer.
Quantos dos pilares que estruturam sua vida devem se desintegrar para que um novo império se reerga? Quão longe você pode questionar a si mesmo?
Estava pronto para correr mais uma vez. Estava no fim do looping. Precisava de apenas mais um passo para começar tudo mais uma vez. A roda da fortuna estava prestes a girar quando simplesmente lhe virei as costas. E então ela se desfez, fazendo com que as coisas tomassem um novo rumo.

Sob um céu cheio de estrelas, vi o Sol surgir e cada pontinho faiscante se diluir no vasto manto azul marinho que ia clareando gradativamente conforme ele Se erguia. Naquele dia, a Lua não se apagou e ambos os astros brilharam até a noite voltar.

Era um novo símbolo. Representava meu ponto de equilíbrio. Era onde eu queria estar.

Encurralado

O medo de machucar alguém corrói. A dor é como a de mil agulhas fincando-se rapidamente no nosso peito. É difícil manter a calma, assim como é difícil pensar de forma clara.
Os questionamentos nos fazem perder a cabeça. E as cenas que se formam nos enganam, como armadilhas mortais montadas em pontos estratégicos, apenas esperando que caiamos nelas.
Eu sabia o que fazer. Sabia como fazer. Só não sabia quando. E a cada segundo que se passava, o risco de piorar a situação se fazia cada vez mais real.

Quando chega num momento o qual você deixa de seguir o que você mesmo prega, é hora de reavaliar nossas açōes.

Era hora de ser egoísta. E era isto que mais iria doer.

Mente Inerte

Levemente inerte nos próprios pensamentos e idéias

Mergulhado num mundo de infinitas possibilidades

Onde escolher A ou B só define quantas voltas serão dadas para chegar ao nosso destino final

Observo o céu  e a Lua, as estrelas e constelações.

 

Nem sei há quanto tempo estou aqui

Nem quanto tempo vou ficar…

Não sei se levanto ou se fico

Ou se durmo e sonho

Ou se é melhor sonhar acordado.

 

A escolha de hoje

Independente do ontem

Vai refletir no amanhã

E nas voltas dadas para chegar onde se quer.

 

Ficar é confortável

Sair é desafiador

Pensar é um detalhe

E planejar é…

Apenas mais uma tarefa.

 

Se você for,

Talvez eu vá, também…

Afinal, volta a mais

Volta a menos

O tempo é meu e de mais ninguém.

 

E ele passa…

E não espera…

E não para…

E não muda…

 

Por que mudar…

Ah! Mudar… É apenas outro detalhe…

A linha Tênue

Começo, meio, fim. Este é o ciclo de vida das coisas. Tudo que se inicia já tem um prazo de validade, mesmo que não saibamos o mesmo. Uma vida, um livro, uma música.
Esta é a visão que o mundo me passou. É o que dizem que acontece e o que querem que eu acredite. Contudo, para mim, esta visão é só uma das tantas versões da “Verdade”.
Existe uma linha. Uma fronteira entre o Eterno e o Fim (Finito?). O primeiro é o que existe depois do horizonte. É tudo aquilo que se afasta conforme nos aproximamos, sempre na mesma proporção e velocidade. O segundo é esta distância entre nós e esta fronteira.
Logo, sempre estamos no meio. É o que chamamos de presente, de tangível. Buscamos saber o que tem neste inalcançável horizonte. E o fato é que não nos importamos muito com o ontem, o início da estrada. Na verdade, nem o meio nos importa. Queremos saber o que vem depois, o que está além.
Independente da nossa vontade, não estamos nem no começo, nem no fim. Estamos no meio.
Se o prazo de validade é desconhecido, por que nos importa tanto sabê-lo? Consuma o que te consome. Viva o que tiver que viver no agora, no hoje.
Deixe que suas ações tomem as consequências que tiverem que tomar. Entretanto, aceite e assuma o risco. Viver é arriscar.

Quão eternos somos? Isto depende não de quão memoráveis podemos ser, mas de quão próximos estamos da Fronteira do inacabável e do finito.

Hoje

O estado de equilíbrio inebria. É o desejo profundo de quase todo mundo. É a estabilidade que te leva ao conforto. São os obstáculos que você já sabe ultrapassar.
Mas logo vem um estímulo, algo que gere uma tensão suficiente em nós. E aí tudo muda, o mundo vira de cabeça para baixo e caminhamos para o equilíbrio novamente…

Hoje é o início do novo. É o recomeçar do zero. É o fim da paralisia.
Hoje é o início de um novo tempo. Escrita fresca em linhas irregulares.
Adeus velho
Olá novo.

Vai dar tudo certo… Mas tem que acreditar.

Standard

Sentir a Vida

Acordar, respirar e, então, se sentir vivo. Colocar a mão no peito e observar o coração bater. Tudo isto faz parte da vida física, do nosso organismo funcionando e nos mantendo vivos. Entretanto, não levamos em conta nenhum destes elementos quando dizemos que nos sentimos vivos.
Não é pelas reações químicas, impulsos nervosos, sínteses de proteína, entre outros, que fazemos tal afirmação. Falamos “me sinto vivo!” por algo além, produzido em algum lugar que limita o coração, a mente e nossa alma. Um sentimento intrínseco, puro, que nos leva a crer que temos um objetivo alcançado, ou algo que nasce e balança nossos alicérces a ponto de nos fazer observar o exterior, o que acontece do outro lado do muro.
Por muito tempo vivemos numa cápsula pessoal, num mundinho só nosso que não deixamos os outros terem acesso. É nosso canto e que ninguém se atreva a mexer nele.
Diariamente somos convidados a sair deste mundo, abrir-se ao exterior e explorar nosso próprio universo. A escolha sempre é nossa, mas em certos momentos nos abrimos sem nossa própria percepção, por algum motivo aleatório, e aí o que nos rodeia fica mais cor-de-rosa.
Se sentir vivo, portanto, faz parte de um processo totalmente distante do estar vivo em si, do existir. Requer experiência externa, contato, toque. É o desafio constante de sair da nossa caixinha, o estímulo que nos move a almejar uma mudança e lutar por ela, ou a apenas olhar para si e se auto-observar.

Quando abri os olhos naquela manhã senti algo diferente. Não era um despertar qualquer. Algo além da minha própria consciência acordara. E me trazia mudanças.
Era um sinal. Mais uma vez as coisas mudariam completamente. Era só uma questão de tempo.