Coisas que aprendi com você

Aprendi que, se olharmos fixamente por cinco minutos para o olho de alguém, a imagem daquela iris se instala na nossa cabeça para sempre.

Aprendi que amar tem lá seus altos e baixos, mas que, independente disso, o amor sempre vale a pena.

Aprendi que o mundo fica estranhamente turvo quando a gente chora, mas que é um dos mais eficazes remédios para acalmar o coração.

Aprendi que comer mais saudável não é tão difícil quanto soa e que suco de Abacaxi com Hortelã não é ruim como parece.

Aprendi que, às vezes, a gente tem que misturar os ingredientes de uma comida  com a intuição, não com um livro de receitas.

Aprendi que “galinhada” não é frango cozido e que nem sempre uma comidinha caseira de vovó e feita por uma.

Aprendi que nossos sentimentos são infinitos até que queiramos por um horizonte neles.

Aprendi que o amor é atemporal e que podemos viver uma vida em curtos seis meses.

Aprendi que uma lágrima tem um mundo todo dentro dela e que é incrível se dar conta disso.

Por fim… Aprendi que um adeus é a coisa mais linda e mais dolorosa do mundo, e que às vezes é necessário para que o amor se preserve.

Desmergulhando

Foi como emergir de um profundo mergulho, já quase sem ar.

O primeiro fôlego veio abrupto, seguido de um longo suspiro.

A visão deixou de ser turva e passei a ver tudo com clareza.

O céu, totalmente fundido no mar, tingia todo o meu redor em uma gama infinita de azul.

Derivei um pouco, de olhos fechados, sentindo o sol aquecer todo meu corpo.

Mil imagens, palavras, sons e sensações tomavam conta daquele momento. Meu corpo todo formigava.

Pensei que fosse derramar um mundo. Mas a verdade é que reencontrei um mundão em mim.

E foi aí que eu me senti tomado por uma tangível calmaria ao invés de qualquer outra coisa.

Foi um caldo daqueles! E como foi! Lindo, profundo e muito, mas muito gostoso.

E eu me encontrei lá no fundo. Nas profundezas das minhas entranhas, eu estava lá! Uma faisquinha que se tornou um clarão forte demais para ser ignorado.

Com tal luz, a minha luz, aquecendo minha alma, voltei à superfície.

Observo meus pés balançarem enquanto me mantenho emergido. Respiro fundo. Sorrio.

Mas confesso, não vou mentir… mal voltei e já olho o fundo do mar brilhar esperando, com a maior gana do mundo, um novo convite para ficar por lá.

E quem sabe não calhe um dia… de eu ficar por lá até meu mundo acabar…

Oxalá. Sorrio.

Oxalá.