Já vou começar fazendo uma confissão (e das bravas!). Eu detesto números ímpares. Primeiro porque soam esquisitos: os números pares são muito mais redondos. Segundo por causa da matemática: dividir números pares são muito mais fáceis. Terceiro, porque não gosto, mesmo.
Já vivo neste paradigma há algum tempo. Ano sim, ano não, fico descontente com os algorismos que representam os doze meses que estarão por vir. Por sorte do destino, talvez, ou por alguma ajuda divina, as duas décadas que vivi deixavam uma brecha para que transformasse a última dezena do ano em número par.
91, 93…99, somados dão números pares. E nos anos 00, bastava lê-los de trás para frente! Astúcia, não?
A dezena do 1 ainda ajuda: pelos próximos cinco anos poderei usar o truque da adição. Ainda não pensei na estratégia da dezena do 2… Uma coisa de cada vez, né?
Por causa dessa aversão, estou meio aflito quanto ao 15 que vem por aí. E não é pouco.
Só de pensar que daqui a pouco, menos de duas horas, vou ter que enfrentar 365 dias de 15… Não, melhor não pensar nisso agora.
Contudo, tem uma coisa que me alegra em qualquer virade de ano: as promessas.
Não são as realizações de ano novo: as minhas listinhas se desatualizam a cada mês.
Dentre inúmeras (espero que pares), me refiro, especialmente, a promessa de se permitir.
É aquele momento no qual você deixa tudo de lado enquanto observa os fogos explodirem e espalharem faíscas brilhantes e coloridas pelo céu, desejando que cada pontinho de luz seja uma nova realização, independente de quão tangível ou não ela é.
É a chance de lembrar que cada novo dia é uma oportunidade e que a mágica da vida não está apenas na noite que simboliza mais um fim e mais um começo.
Hoje é 14. Em alguns minutos será 15. E mesmo que eu deteste os ímpares, até que estou curtindo a ideia.
Ora, veja bem: o ímpar é, no fim das contas, só um outro ponto de vista, certo?
Feliz dezesseis. Digo… Quiiiinze!