Levantar e cair. Cair e levantar

Quando caímos, às vezes machuca. Outras vezes, nem tanto. Existem ainda aquelas quedas que nem sentimos. Tem gente que diz que o que importa não é o movimento que nos leva ao chão, nem o quanto isso machuca. Para eles, o importante é como você levanta. O “seguir adiante”.

Eu acho que não sou totalmente contra essa opinião, mas não acredito que um seja mais importante que o outro. Cair e levantar fazem parte da vida, do nosso cotidiano, do que chamamos de rotina.

Vitórias, derrotas. Vitórias e derrotas. Nós coletamos inúmeras delas no decorrer da nossa história. Elas regam nosso coração com doses irregulares e inconstantes do azedo e do doce. Às vezes uma mistura dos dois. O que importa é que o coração nunca esteja vazio.

Lidamos com as coisas da nossa maneira. Tudo faz parte. Mas tem que ter um começo, um primeiro movimento. Seja ele difícil ou fácil.

Bom. Se assim é, então é isso.

Trago um pouco de ar antes de começar. Espremo os olhos com as palpebras, depois as relaxo e as abro. Exalo o ar que traguei. Espero um segundinho. Apenas um. E assim, simples assim, começo. E lá vou eu.

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