Não fazia três meses completos de calor e já chegavam os dias indecisos, carregando consigo manhãs sempre quentes e as noites frias.
O vento gélido que colide nas bochechas me remete a lembranças igualmente indecisas. Fragmentos de momentos aconchegantes de uma caminhada sozinho a tarde e os não tão agradáveis em viagens nas profundezas da mente.
É isto o que mais me fascina no Outono. Não é a temperatura mais fresca. É a dualidade dos dias. É o Sol do verão num céu límpido azul, batizado com o vento frio que anuncia o Inverno.
É o equilíbrio das balanças de dentro. O ajuste. A equalização.
Ninguém deve viver só de calor. Tampouco de frio.