Ao som de um rock que eu desconheço, observo os copos vazios de cerveja e a garrafa vazia que está sendo retirada pelo garçom agora mesmo.
O ventilador no teto me refresca, mas não é o bastante.
Há uma forma de forno de porcelana com batata frita fria. Como quieto, hipnotizado pelas batidas do que mais me soa blues a que rock.
Estou sozinho, mas me sinto pior que isto.
Tomo minha vodka com limão e balanço no ritmo frenético da guitarra. O som é tão alto que mal consigo me ouvir, mas já não me importa.
Me despeço de quem deixa a mesa e ali fico, a sós comigo mesmo.
Me despeço de todos. Me despeço de mim mesmo. E sei, pelo gosto do alcool que ainda está na minha boca, que esta noite será, sem dúvidas, mais longa do que devia.
Um Sol, um dó… Um Mi.
É o som da minha noite.
É o som que reflete a mim.
É meu som.
Só eu e nada mais.