O horizonte Branco

Mente vazia. Pensamento distante. Olho por detrás do horizonte, mas não enxergo nada além de uma linha reta, branca, sem conteúdo.
O tempo corre e não tenho muito espaço para me mover. Sou sufocado pela incerteza do amanhã e desfaleço, imóvel, no chão. Algo quente se espalha sobre meu corpo, como um manto de lã. Sinto mãos calorosas passando os dedos em meu cabelo. Não consigo abrir os olhos, mas sei que estou seguro de alguma forma. Eu preciso reagir, mas meu corpo se recusa a se mover. Sinto uma forte sonolência e, pouco depois disso, estou afundando para dentro do solo, caindo em queda livre.
Quando abro os olhos, ainda estou no chão. Entretanto, desta vez meu corpo obedece meus comandos. Levanto-me com firmeza e me espreguiço. Ainda não vejo o que há além do horizonte, mas vejo diversos caminhos a serem seguidos. Muitas possibilidades, apesar de um curto espaço de tempo para que eu possa decidir o que fazer.

Enquanto caminho rumo a algum lugar que ainda desconheço, sinto um calor no peito. Eu precisava mais uma vez acreditar em mim. E mais uma vez esquecer quaisquer obstáculos criados por mim, por quem estiver ao meu redor, ou mesmo pelo ambiente em que me encontre.

Totalmente desarmado, munido apenas de coragem, adentro mais uma vez o desconhecido. As mãos suam, minha testa está encharcada. Sinto meus ossos tremerem. Ouço um ruído e sorrio. Vejo ali meu destino. É alí, a poucos passos de mim, que minha nova jornada deve começar.

Passo-a-passo. Cada dia mais perto. Só é preciso caminhar.

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