Começo, meio, fim. Este é o ciclo de vida das coisas. Tudo que se inicia já tem um prazo de validade, mesmo que não saibamos o mesmo. Uma vida, um livro, uma música.
Esta é a visão que o mundo me passou. É o que dizem que acontece e o que querem que eu acredite. Contudo, para mim, esta visão é só uma das tantas versões da “Verdade”.
Existe uma linha. Uma fronteira entre o Eterno e o Fim (Finito?). O primeiro é o que existe depois do horizonte. É tudo aquilo que se afasta conforme nos aproximamos, sempre na mesma proporção e velocidade. O segundo é esta distância entre nós e esta fronteira.
Logo, sempre estamos no meio. É o que chamamos de presente, de tangível. Buscamos saber o que tem neste inalcançável horizonte. E o fato é que não nos importamos muito com o ontem, o início da estrada. Na verdade, nem o meio nos importa. Queremos saber o que vem depois, o que está além.
Independente da nossa vontade, não estamos nem no começo, nem no fim. Estamos no meio.
Se o prazo de validade é desconhecido, por que nos importa tanto sabê-lo? Consuma o que te consome. Viva o que tiver que viver no agora, no hoje.
Deixe que suas ações tomem as consequências que tiverem que tomar. Entretanto, aceite e assuma o risco. Viver é arriscar.
Quão eternos somos? Isto depende não de quão memoráveis podemos ser, mas de quão próximos estamos da Fronteira do inacabável e do finito.