Mente Inerte

Levemente inerte nos próprios pensamentos e idéias

Mergulhado num mundo de infinitas possibilidades

Onde escolher A ou B só define quantas voltas serão dadas para chegar ao nosso destino final

Observo o céu  e a Lua, as estrelas e constelações.

 

Nem sei há quanto tempo estou aqui

Nem quanto tempo vou ficar…

Não sei se levanto ou se fico

Ou se durmo e sonho

Ou se é melhor sonhar acordado.

 

A escolha de hoje

Independente do ontem

Vai refletir no amanhã

E nas voltas dadas para chegar onde se quer.

 

Ficar é confortável

Sair é desafiador

Pensar é um detalhe

E planejar é…

Apenas mais uma tarefa.

 

Se você for,

Talvez eu vá, também…

Afinal, volta a mais

Volta a menos

O tempo é meu e de mais ninguém.

 

E ele passa…

E não espera…

E não para…

E não muda…

 

Por que mudar…

Ah! Mudar… É apenas outro detalhe…

A linha Tênue

Começo, meio, fim. Este é o ciclo de vida das coisas. Tudo que se inicia já tem um prazo de validade, mesmo que não saibamos o mesmo. Uma vida, um livro, uma música.
Esta é a visão que o mundo me passou. É o que dizem que acontece e o que querem que eu acredite. Contudo, para mim, esta visão é só uma das tantas versões da “Verdade”.
Existe uma linha. Uma fronteira entre o Eterno e o Fim (Finito?). O primeiro é o que existe depois do horizonte. É tudo aquilo que se afasta conforme nos aproximamos, sempre na mesma proporção e velocidade. O segundo é esta distância entre nós e esta fronteira.
Logo, sempre estamos no meio. É o que chamamos de presente, de tangível. Buscamos saber o que tem neste inalcançável horizonte. E o fato é que não nos importamos muito com o ontem, o início da estrada. Na verdade, nem o meio nos importa. Queremos saber o que vem depois, o que está além.
Independente da nossa vontade, não estamos nem no começo, nem no fim. Estamos no meio.
Se o prazo de validade é desconhecido, por que nos importa tanto sabê-lo? Consuma o que te consome. Viva o que tiver que viver no agora, no hoje.
Deixe que suas ações tomem as consequências que tiverem que tomar. Entretanto, aceite e assuma o risco. Viver é arriscar.

Quão eternos somos? Isto depende não de quão memoráveis podemos ser, mas de quão próximos estamos da Fronteira do inacabável e do finito.

Hoje

O estado de equilíbrio inebria. É o desejo profundo de quase todo mundo. É a estabilidade que te leva ao conforto. São os obstáculos que você já sabe ultrapassar.
Mas logo vem um estímulo, algo que gere uma tensão suficiente em nós. E aí tudo muda, o mundo vira de cabeça para baixo e caminhamos para o equilíbrio novamente…

Hoje é o início do novo. É o recomeçar do zero. É o fim da paralisia.
Hoje é o início de um novo tempo. Escrita fresca em linhas irregulares.
Adeus velho
Olá novo.

Vai dar tudo certo… Mas tem que acreditar.