São onze e ainda não cheguei em casa. A cabeça roda, gira. Mas não há uma gota de álcool em minhas veias. Pensamentos processados em montantes, tudo em blur. O bloco de notas do celular está cheio de textos inacabados. Talvez por um bloqueio “artístico”, ou quem sabe por algo mais sério.
Pensamentos processados em montante. Fatos desconexando-se.
Há uma nova calmaria. A confusão já está passando enquanto a névoa da dúvida se dissipa no horizonte.
Venha o que vier. Agora só depende de mim. E quem sabe não esteja preparado. Quem é que está?
Num mundo onde tudo se transforma, esperar pelo estático já soa tolice demais.
Por enquanto, só é preciso respirar.
Inspirar, depois expirar.