Um tic, um Tac

Tic tac, tic tac, tic tac, vem e vai. Passa a hora, passa o tempo, tic tac, tic tac, marcha lenta, sem parar. Tic tac, tic tac, perco a hora, perco o tempo, tic tac, tic tac, passa a hora sem parar.
Tic… Tac… Um tic. Um tac. Sem parar…

O retilíneo Curvado

Ele está ali, sentado. Muita gente ao redor. O ar é escasso, porém ainda dá para respirar.
O corpo está aqui, mas a mente parece estar em outra dimensão.
Este bip é um chamado ou é pura imaginação? O externo acabou de se aquietar. Agora tudo lá fora é puro silêncio. Agora danço no meu próprio ritmo.
E esta melodia que envolve o corpo é só mais um reflexo.
Porque neste momento sou eu quem faz meu blues.
A gente dança junto. O crepitar da lenha é o nosso tempo. Enquanto há ritmo, não há luto.
O ontem se tornou o hoje. E o Tempo se perdeu no seu próprio espaço. É que o linear se fez curvelíneo. E foi neste exato momento que tudo mudou.

O brilho da Estrela

Caminhava inerte nos próprios pensamentos. Mil ideias, mil lembranças, um sonho, um coração. Um sorriso, um aperto no peito. A mesma vontade. O mesmo brilho.
E a medida que me afastava, via o horizonte mudar sua forma. Meu trajeto mais uma vez mudara. E mais uma vez me vi naquela mesma curva. Faltava pouco, pouco até demais.
Foi quando veio a onda, e o choque me deslocou. O que estava ao meu redor girou. Rodopiei e logo estava em um novo caminho.
Pinto minha própria obra e as cores se mesclam num tom só. Não é mais a melodia que me guia, é o som da minha própria voz.
Não é o Sol, não é a Lua. Desta vez, é o brilhar da minha estrela.

A ressaca pós Tempestade

Desta vez, o tremer do chão. Foi a primeira vez que senti o amargo tão forte. Era um tufão no peito que o preenchia com sentimentos diversos e conflitantes ao mesmo tempo.
A tempestade passara, mas ainda havia a ressaca do mar. Agora é com o tempo.
Começo a me amar como nunca antes. E começo agora a enxergar o ambiente com angulos distintos dos quais estou acostumado a ver.
Desta vez, sinto todos ao meu lado e sinto coisas que já não sei nomear.

Eu quero de novo me jogar do penhasco. Por que mais uma vez vou arriscar. E é este calor no meu peito, este que aquece minhas veias. É este que eu quero manter.
Há teias que me seguram. É hora de rompê-las. Por que fui eu quem as deixei formar. Portanto, hei de ser quem as desgrudará dos pés.

É hora de pular. Mais uma vez