Vago pelas ruas da minha cidade. Vago por cada canto meu. Oro por cada parte minha que está pedindo ajuda neste momento. Fecho os olhos. Abro-os. Pisco. Sorrio. Fecho a boca. Tudo gira e eu continuo caminhando. Passo-a-passo. O horizonte me espera. É o Sol ali, tenho certeza. É esta luz que me aquece e que quero manter acesa em mim. É você. Sou eu. Somos nós. É todo mundo ao meu redor.
Não há mapa em minhas mãos. No chão, pegadas de um passado que não vai voltar. Memórias não nostalgicas. Pensamentos flutuantes. No peito, a vontade de voar. Na garganta, a voz que grita dentro de mim e que quer escapulir como melodia por entre minha boca e deslizar no ar como sempre quis.
Olhe para mim. Veja o que eu ainda não consigo ver. Me conte o que encontrar. Vou bater de porta em porta e nada vai me parar. Vou encontrar o que quer que esteja buscando. Estou perdido onde as ruas não tem nome. E sei que não é minha posição que vai me salvar.
Vou e fico ao mesmo tempo. Mas vou… Mas fico. É minha voz que grita. E meu coração quem dita.
Onde as ruas não tem nome. Onde o tempo não para. Onde as ondas só tomam, não trazem.
Onde o eu sou eu mesmo… E onde as ruas não tem nome.