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Os sonhos Passageiros

Enquanto o Sol nascia e uma forte faixa de luz vinha do horizonte eu abri os olhos. Enchi os pulmões de ar, limpei a vista com os dedos e levantei-me. Não fazia muito tempo que adormecera ali, mas era hora de acordar.
Dei os primeiros passos com dificuldade, ainda estava com sono. O trajeto seria longo, porém a promessa no ar era de não olhar para trás.
Entre o limite da razão e emoção, me espremi no apertado corredor que ambas formavam a minha frente e passei. Não era uma tarefa fácil, nunca foi. O fato era que simplesmente não havia mais postergações. Já não tinha ferramentas para ir em frente sem desviar meu caminho.
Então segui. Voltei a caminhar.
Os sonhos que me motivaram a adormecer me fizeram crescer.
O despertar chegou e tais sonhos se esfaleraram em pó cósmico no peito no momento que o Sol brilhou.
Sorri e segurei o coração com as mãos. Eram apenas sonhos. Sonhos passageiros. E era hora de continuar.
Adeus ou até logo, só o tempo irá dizer.

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