Era alguma ansiedade que se alojava no estômago. Não eram borboletas, eram dinossauros. E, mesmo sem ter comido nada, sentia uma forte náusea. Para ajudar, o trem do metrô acelerava e reduzia constantemente, projetando todos os passageiros hora para frente, hora para trás.
Quando a cabeça começou a latejar, cogitei desviar meu trajeto, mas não iria valer a pena. A verdade é que muita coisa parecia não valer a pena. Ainda assim, continuava insistente. Só não sabia identificar quando esta perseverança se tornaria burrice.
Eu estava no meio de tudo, entre o céu e o inferno, fazendo dos pequenos fatos grandes detalhes que, aos olhos alheios, seriam considerados insignificantes e que realmente deveriam ser. Ora, ora. Mesma situação. Mesma solução. Mesmo medo.
Ok, já estava claro, certo? O que precisava era um pouco de… Não sei. Um pouco de alguma coisa.
Um sorriso vale mais que um milhão de palavras. E a felicidade que eu sinto às vezes é impagável. Pode ser unilateral, pode talvez não ser recíproca. Mas me faz bem. E eu não posso negar que, talvez, quando eu tomar este passo, tudo possa mudar de novo.
Se eu não o fizer, as coisas vão me levar a outro rumo.
O desfexo vai ser outro. E minha alma vai brilhar em qualquer que seja o caminho que eu seguir. Calma. Paciência. Tranquilidade. Os alicérces que me levariam aonde quer que eu quisesse ir. Hoje, sem querer, se fazem necessários outra vez.
E não há segredo meu que eu não possa desvendar. Por que eu ainda não conheço todos meus mistérios, mas eu tenho, assim como você, a chave para desvendá-los. Só preciso girar a chave, seja lá o que isto queira dizer.