Adeus ano Velho

Mais um ano que se vai, escapando entre nossos dedos. Partiu tão rápido quanto os outros que vimos partir. E apesar de insistirmos em dizer que o passar do tempo se fez mais ágil neste ano, a velocidade sempre foi a mesma. O segundo não se encurtou e os dias não tiveram menos de 24 horas. O movimento do relógio permanece igual ao ano passado, e ao retrasado, e à década passada. No ar, a dúvida se atingimos nossos objetivos. Na cardeneta, riscos rasuram os sonhos que deixamos para trás. Marcas rasas e claras de grafite apagado indicam aqueles que esquecemos no decorrer do tempo. Seguimos adiante. É assim que levamos o barco. Nem sempre queremos acompanhar o tempo correto da música. O importante é sentir-se bem. Se seu gingado não está de acordo, mude o ritmo escolhido. Uma nova folha está bem na nossa frente. Nossa mão quer preencher cada linha, mesmo sem ter qualquer noção do conteúdo a ser registrado. E queremos fazer tudo diferente. Mudar nosso jeito. Adaptar-se melhor às situações. Ficar mais fortes, ágeis, astutos. Ir para frente ao invés de dar passos para trás. “É mais uma chance”, dizemos. E é. Sempre será. Nunca vai ser tarde para começar um novo trajeto. A qualquer instante podemos pegar um retorno e escrever um novo livro. Quem é que proibiu o erro? E se não for a primeira vez, ok, tentemos outra vez. E mais uma. Uma hora vai funcionar. Já há desesperança demais, e mais um desesperançoso não é o que o mundo precisa neste momento. Há falta de crença, esperança e luta. Estamos vendo apenas uma parte de um todo. E ok, todo mundo está cansado, de uma forma ou de outra. Mais um motivo para fazer diferente. Olhe seus planos. Se não te satisfazem mais, mude-os. Planejamento é completamente passível de modificações.

É quando você acha que sua vida está estável e tudo está perfeitamente em ordem que ela  mesma nos prega uma peça e tudo vira de cabeça para baixo. 2011 foi, para mim, um exemplo vivo disto. Ela vai pedir dinamismo quando quisermos descansar. Vai solicitar calma quando quisermos lutar com todas nossas armas. É quase sempre assim… Nos esquecemos que nada é para sempre e que nem sempre o que queremos é o que precisamos. A peteca não pode cair. Acredite. No final, vai dar tudo certo… Nós que desenhamos nosso caminho e cabe a nós decidir quando é que vamos mudar nossa direção. Esta escolha, entretanto, nem sempre será consciente, muito menos fácil.

Feliz Natal e um Próspero ano novo, mesmo que 2012 seja o último ano da Terra. rsrs

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