O ciclo que Cicla

Erros se repetem. Faz parte do ciclo. Independente se você vai cometê-los, ou não.
Certas situaçōes induzirão às mesmas falhas.
Mas cada dia faremos algo diferente. Estamos em eterno processo de mudança e isto é mais que normal.
Você já parou um minuto da sua rotina para olhar ao redor? Já tentou ver os que te rodeiam com outras perspectivas?
E a você mesmo? E o que você tem a oferecer que te faz sentir-se mais capaz que outros?
Vamos sempre dizer “adeus”, nunca “até logo”. Cada dia que passa, é um dia que deixamos involuntariamente para trás. Não temos escolha, somos prisioneiros do tempo. No começo é estranho, você não entende, não quer fechar o ciclo, quer ficar confortável, por que é assim que funciona, e vem de nós este desejo de manter as coisas como estão. Mais fácil deixar feridas secarem a que limpá-las para que cicatrizem melhor. É do humano achar que as coisas vão se resolver naturalmente, e em algumas situações isto vai acabar acontecendo. Devemos, entretanto, basear-nos nesta incerteza? A ideia de “adeus” adormece as pernas, acelera o coração, joga-o no estômago e nos dá nausea. É normal isto. Mas, por favor, não venha com “até logo”. Finalize o que precisa ser finalizado, e deixe que novas verdades se revelem (ou busque por elas). Fica mais fácil lidar com isto com um punhado de tempo.
Hoje é mais um recomeço. E vai ser sempre assim. Até que não exista amanhã.
Pela última vez estou estendendo minhas mãos. Partirei antes mesmo que minha própria sombra possa me acompanhar. O caminho parece longo, por isto não posso mais me esperar. Nunca se sabe quando o relógio vai parar para mim.
Há atalhos em cada esquina que viro. E caio em minhas próprias armadilhas.
Mas ainda há o que tica para mim. Então ainda tenho tempo… Hoje. Nem amanhã, nem ontem.

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