Erros se repetem. Faz parte do ciclo. Independente se você vai cometê-los, ou não.
Certas situaçōes induzirão às mesmas falhas.
Mas cada dia faremos algo diferente. Estamos em eterno processo de mudança e isto é mais que normal.
Você já parou um minuto da sua rotina para olhar ao redor? Já tentou ver os que te rodeiam com outras perspectivas?
E a você mesmo? E o que você tem a oferecer que te faz sentir-se mais capaz que outros?
Vamos sempre dizer “adeus”, nunca “até logo”. Cada dia que passa, é um dia que deixamos involuntariamente para trás. Não temos escolha, somos prisioneiros do tempo. No começo é estranho, você não entende, não quer fechar o ciclo, quer ficar confortável, por que é assim que funciona, e vem de nós este desejo de manter as coisas como estão. Mais fácil deixar feridas secarem a que limpá-las para que cicatrizem melhor. É do humano achar que as coisas vão se resolver naturalmente, e em algumas situações isto vai acabar acontecendo. Devemos, entretanto, basear-nos nesta incerteza? A ideia de “adeus” adormece as pernas, acelera o coração, joga-o no estômago e nos dá nausea. É normal isto. Mas, por favor, não venha com “até logo”. Finalize o que precisa ser finalizado, e deixe que novas verdades se revelem (ou busque por elas). Fica mais fácil lidar com isto com um punhado de tempo.
Hoje é mais um recomeço. E vai ser sempre assim. Até que não exista amanhã.
Pela última vez estou estendendo minhas mãos. Partirei antes mesmo que minha própria sombra possa me acompanhar. O caminho parece longo, por isto não posso mais me esperar. Nunca se sabe quando o relógio vai parar para mim.
Há atalhos em cada esquina que viro. E caio em minhas próprias armadilhas.
Mas ainda há o que tica para mim. Então ainda tenho tempo… Hoje. Nem amanhã, nem ontem.
Monthly Archives: October 2011
“Fórceps”
Quando queremos um horizonte diferente, temos que vê-lo de outra forma.
Cada indivíduo interpreta os fatos de uma forma diferente.
Não adianta tentarmor mudar da água para o vinho. Este processo é lento, demorado. Mas o sabor que se obtem quando não catalizado é único, só seu. Aguça o paladar, seduz a quem quer beber.
Não se atente em buscar o que não se viu, forçando situações, escutando o que quer ouvir, mesmo que não te faça bem. O que tiver de desocultar, vai fazê-lo naturalmente. Não é determinismo, é apenas um fato.
Se você realmente acredita nas suas ideias, que as faça acontecer.
Se olhe mais no espelho. Se conheça mais. Seja mais você.
Esqueça o relógio que tica em seu pulso. Ele só mostra as horas da sociedade, não o seu próprio tempo. Este último só você conhece. Só você sabe manejar.
Foi só um sorriso que mudou meu caminho. Segundos que fizeram de mim um alguém diferente.
A gente não precisa de ninguém para ser completo. Temos tudo e mais um pouco.
Mas, temos esta necessidade de compartir, de nos dividirmos em dois. De crescer com alguém. Capaz que isto que nos motive mais querer avançar, apesar disto ser instintivo.
Não importa quais ferramentas você tem em suas mãos. Elas, se usadas, vão resultar sim em uma obra de arte.
Elas só precisam de você para manejá-las.
A caixinha de Pandora
A verdade é que a vida é muito mais do que sequer imaginamos. Nos prendemos nos detalhes, quando o segredo é ver o macro.
Todas as desilusões ou dificuldades servem apenas para nos deixar mais fortes e não mais desesperançosos. E o que não depende de nós, que deixe de pesar tanto.
Carregamos fardos desnecessários na tentativa de forçar situações. O que não há de ser moldado por nossas mãos, deixe que seja moldado por quem deve moldá-lo. E na decisão, não consulte apenas a cabeça, por mais que o momento peça isto. Ao menos ouça o que o coração tem a dizer e tenha ciencia do que sente, e respeite isto.
A luz que tem iluminado seu caminho sempre foi sua, acredite. E você está sim preparado para o que der e vier.
Assuma seus riscos, enfrente as consequências das suas escolhas e se ouça mais. Ninguém melhor que você mesmo para entender todos os segredos desta caixinha de pandora que você tem.
Se permita discordar de si mesmo. O conflito interno só nos faz ampliar nossa própria visão, descondicionar pensamentos e analisar nossas próprias ações.
Nem sempre seremos coerentes nós mesmos. O segredo está apenas em como lidar com isto.
O “X” que Brilhou
Antes mesmo que o despertador tocasse, eu já escutava atento às gotículas de chuva que caiam há 30 minutos.
Plic, ploc. Sinfonia de quintal. Alerta de memórias.
Naquele exato instante as palavras não me faltaram. Conseguiram traduzir cada sentimento que se expressava em meu peito.
Meu sorriso ficou mais atento.
A respiração fez mais sentido.
Foi a luz do meu próprio brilho.
Foi a paixão em mim…
Não foi a chuva que me acordou, nem a insônia que me roubou o sono.
Foi hoje que o complicado se desfez. Que as algemas se quebraram. E que o cinza ficou colorido.
Ao contrário do que esperei, foi no dia de hoje que vi o “X” do meu mapa brilhar.
A Jornada mudou seu rumo, apesar da estrada ser a mesma. Não tenho pressa de chegar ao final dela. Tenho apenas ganas de fazer todo o percurso mais bonito.
Mas isto, só depende de cada um.
O conflito
Eu fechei os olhos por alguns instantes e pisquei. Ainda estava no mesmo lugar.
A cama, macia, provia muito mais que descanso. Era sobre ela que tinha os mais diversos tipos de diálogos. Estes os quais ninguém nunca sequer imaginou que pudesse ter.
Ao meu redor, a escuridão me consumia. Não via nada claro, apenas formas incompletas das coisas.
Eu queria poder fazer muito mais do que estava fazendo, esta era a verdade. Não era um sentimento qualquer. Eu realmente queria ajudar, talvez mais a mim do que qualquer um.
Então eu lembrei. Lembrei de cada conversa que tive. Recordei todas as ideias que expus. Notei que elas foram monólogos com respostas fabricadas.
Eu suspirei. Olhei nos seus olhos. Algo nascia com o brilho deles e morria com as verdades que eles me contavam.
Eu ri. Eu gargalhei. Voce me acompanhou sem entender.
Dei um murro em seu rosto. Um som de cristais partindo-se ecoou e você quebrou em pedaços. Minha mão se cortou com o golpe.
Foi a primeira vez que te enfrentei. De frente. Eu tinha que estar em sintonia contigo para que se encaminhasse o que tivesse que encaminhar. Eu te ouvi mais e falei mais.
E cada folha do calendário que caiu me deixou mais próximo de você.
Sem mim, não há você. Sem você, eu não existo.
Uma nova batida nasceu em meu peito. É um renascer, eu sei disto.
Muita coisa vai mudar. Muito do que era já deixou de ser.
Use as armas que tem. Construa o que tiver que construir.
Deixe tudo para hoje.
Por que amanhã, haverá novas armas. E as habilidades que você precisará para manejá-las só dependão de você.
Lembre-se disto em cada pôr-do-Sol. Ele pode ser seu primeiro. Ele pode ser seu último…
O discurso Interno
Uma nuvem negra cobria meus pensamentos. O caos se instalara na mente sem nenhuma intenção de sair. No peito, latejo e agonia.
Fechei os olhos por alguns instantes e me observei. Que bloqueio era este que se formara?
Senti o coração pulsar desesperado.
Pedi calma a mim mesmo e respirei fundo.
Como se num pronunciamento nacional, todas partes minhas pararam para ouvir atenciosamente o que eu tinha a dizer.
Enchi o pulmão de ar e subi no palanque. Havia uma grossa camada de poeira cobrindo o mesmo. Não conseguia me recordar a última vez que havia feito isto.
Silêncio. Todos me olhavam com ternura.
“… Eu…” – houve uma breve pausa – “Eu não sei por onde começar” – sorri sem jeito.
Todos aplaudiram aquelas 6 palavras que pronunciei. Me emocionei.
Olhei brevemente para a platéia. Quanta gente nova ali. Quanta gente mudada. Como é que não havia me dado conta antes?
Durante todo o discurso, expus fatos, angústias, medos, despreocupações, etc… E ouvi atento o que cada um ali tinha a dizer.
Não sei quanto tempo fiquei lá, nem quantas horas posteriores tomei absorvendo cada ponto de vista que me foi dito.
Quando percebi, não havia mais nuvem cobrindo nada. O coração estava tranquilo novamente.
No momento em que me despedi, virei as coisas para a platéia sem uma promessa de retorno e desci do palanque, eu entendi:
Antes de qualquer consulta do lado de fora, devemos nos escutar. Ninguém melhor do que nós mesmo para compreender o que nos passa. Se não há entendimento interior, não há compreensão externa.
Ainda me lembro de cada sorriso que vi, de cada aplauso que escutei e de cada opinião compartilhada. Ainda lembro cada olhar e cada sentimento que se espalhou no meu peito.
E pela primeira vez notei um Sol nascendo em mim…
Espinhos do Caminho
Como podemos pedir por compreensão se nem nós mesmos nos entendemos? Como esperar uma ação alheia se nos mantemos no mesmo lugar? Por que se atentar a pequenos detalhes, quando o todo é o que vale mais a pena?
E quando nos pegamos deitados assistindo as sombras do quintal projetadas no teto, rodando na cabeça os mais diversos pensamentos, os quais sequer imaginamos que teríamos um dia.
Por que nos irritamos tanto quando alguém nos encosta? Será que o íntimo se reduziu a tão pouco? Por que se insiste em se ver preto e branco quando tudo ao nosso redor respalda cores?
Sorri pra mim.
Mostra teu interior e te liberta!
Não há mais o que temer num lugar onde as pessoas fazem até do Amor algo banal.
Abre os olhos. Desperta a paixão que há em ti.
Taca-te fogo a ti mesmo.
E renasce outra vez.
Desviei-me de cada espinho que encontrei em meu caminho com medo de me machucar, na esperança de encontrar o ideal, aquele que seria desprovido de ponta. No entanto, mesmo com os maiores esforços, não me preveni de me ferir. Colecionei as mesmas cicatrizes que desviei.
Hoje não me nego. Hoje arrisco. E cada nova marca que adquiro, é só mais uma lembrança do que me fez mais forte.
Por que não importa quão cedo ou quão tarde aconteça: Depois do Despertar, o Mundo nunca mais é o mesmo.
No olhar
Guardo no olhar todas as coisas que vivi
Todas as coisas que encontrei
E todos os Sóis que perdi.
Hoje acordei me sentindo um pouco diferente
Algo no peito que o pressiona intenso
Algo incomum. Um corpo estranho em mim.
Abro mão, neste exato momento, do meu orgulho
E de qualquer falta de humildade.
Agradeço o que tive e o que deixei de ter.
Reconheço, agora, o momento.
Entendo, por fim, que o que não compreendi não foi feito para que se entendesse.
Deixo as mágoas para trás
Me respaldo de emoção e me dou novamente uma chance para viver.
…
Todas as lágrimas que não derramei
Foram apenas sonhos que não cumpri.
Almejos intangíveis que cultivei
Mas que me ajudaram a chegar onde estou.
Hoje mesmo lhes dou adeus e abro espaço para o que vier.
Não importa o que ainda está por vir ou o que deixou de estar…
Se o Coração está aberto, tudo é possível.
Corações
Às vezes ficamos entorpecidos. Esperamos sentir um leque de sensações, quando, ao contrário, não sentimos nada.
Haverá momentos os quais o que mais se quer é rasgar o coração velho, começar do zero e ver essa bomba de sangue crescer mais uma vez.
Você pode até se assustar, mas a verdade é que você possui muitos corações, um para cada tipo de amor que tem. Estamos em constante mudança, eles também.
Basta que um se vá para que outro já venha. Não tem hora, nem lugar. Simplesmente acontece.
E dizem, também, que é o tempo que cura tudo.
Mas o que é o tempo e por que ele é tão relativo?
Tem vezes que eu não quero mais pensar. Mas não passa um segundo, volto ao meu mundo. Renasço e tudo começa outra vez.
Por que basta um sorriso qualquer ao meu redor para que eu volte a entender: a vida definitivamente vale a pena.