E pode dar na telha de um dia cair a ficha de que um sonho que muito se almejou não passa de um sonho passageiro.
Se um dia isto acontecer, não há muito o que fazer. O primeiro passo é se acalmar. Respire lento e deixe aquele agudo do peito se dissipar em você.
Com o tempo vem a conformidade. As coisas ficam mais claras na cabeça e o que incomodava tanto passa a ser apenas um desconforto. Com o ticar do relógio e o cair das folhas do calendário, este desconforto tende a ser cada vez menor.
Só não caia no erro de tentar mudar, ou de enxergar algo passageiro como duradouro. Isso aumenta os esforços, deixa as coisas mais difíceis.
Tente entender: tudo é apenas uma questão de tempo e cada um tem seu relógio. Para mim, o acalmar pode demorar meses, para alguns, dias.
E não se prenda a olhar para trás, principalmente se seus pensamentos ainda não estão seguros. Deixe para lá tudo o que parecia ser indícios de que iria dar certo. As vezes eles eram apenas visões distorcidas suas da realidade.
Tem coisa que não depende d’agente. E tem coisa que não vai mudar se o outro não fizer parte dele.
Custa entender, custa acreditar. Sonhos são sonhos, e quando se mostram improváveis (não usarei o termo impossível aqui, pois creio ser sempre uma visão pessoal, de cada um), claro que faz ferida. Claro que dói no peito.
O segredo é respeitar o que acontece e entender que o que não é para ser nunca será.
Quando uma porta se fecha, outra se abre. Muitas vezes esta abertura não será cristalina. Tem de enxergar. Tem de querer ver.