O pôr que renova o dia

Foi numa tarde qualquer… O Sol se punha lento, recolorindo cada metro do céu. O amarelo ia se tornando laranja, e este roxo. Eu assistia aquela cena sem pressa. O relógio não ticava. O coração não batia.
Mil perguntas rondavam a mente. Muitas delas sem respostas. Muitas delas sem nem explicação.
Eu não buscava nada, só olhava o pôr do Sol. Elas que me procuravam. Elas que me cutucavam e invadiam meus pensamentos.
Havia uma ideia, apenas uma de tantas outras, que se empreguinou em mim até que pude entender…
O Amor tem lá suas mil faces. Reconhecer a que você sente é como achar uma agulha em um palheiro. Mas, se quiser entender mesmo, não tem erro. A coisa fica tão simples quanto achar um ponto fluorescente em um quadro fosco.
O foco aqui já não é entender. É apenas não perder experiências.

E se chegar o momento o qual as coisas deixam de fazer sentido, é por que é hora de olhar de maneira diferente.

Por que quando cada palavra dita soa vazia, vale realmente a pena permanecer?

Quando o toque já não faz falta. E quando as borboletas do estômago morrem. Acalme-se, não é tragédia.

Basta uma flor morrer, mesmo que a mais bonita do seu jardim, para que outra renasça.

O que faleceu não volta. E o que se deixou de dar jamais será dado.

Acorde pois a hora é agora. É o hoje. O amanhã que venha amanhã. E o ontem que fique guardado no coração. Por que é lá, e em nenhum outro lugar, que ele tem que ficar.

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