O despertar

Zonzo, desperto a cada dia com uma nova perspectiva. Cada página virada trás não só linhas escritas, lidas e processadas, mas experiências que marcam a pele como tatuagens. Elas sempre estão ali, e você sempre as vê, ou as sente.
A dor de cabeça já passou, já tomei um café. Sob a mesa, apenas minhas mãos. No peito, uma leveza. E eu que não acreditei em mim mesmo pude notar quão tolo fui. Pois estava ali, inteiro. Isto por que cada dificuldade é uma prova. Prova esta só burocrática, pois por bem ou por mal somos aprovados, tirando a nota que devemos tirar.
É do ser humano ultrapassar (ou pelo menos querer ultrapassar) horizontes. Não importa quão acomodado você seja, você sempre quer mais. Portanto, querer por si só deixou de ser um diferencial. Tem que fazer. Tem que ser. Querer é só querer.
As vezes a gente acaba esquecendo que a vida é uma só, e que só vamos viver uma vez nela. Nos acomodamos, deixamos o tempo passar. Depois olhamos para trás e sentimos remorso. Aí vêm os “se”.

Que tal deixar os “se”?! Melhor se arrepender do que se fez a que o que nunca foi feito. Ambos são passado. Ambos não dá para mudar. Mas o fazer ensina, o hesitar apenas hesita.
E se errar o caminho? Ora, sempre tem um retorno. A volta vai ser maior, mas as experiências também… Isto por que na natureza nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma.

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